PAINEL PREMIADO Pense numa pessoa feliz! Tive a surpresa e felicidade de ter um trabalho premiado no Terequilt. <3 <3 <3 <3 <3 Fiz essa colcha todinha à mão durante 1 ano e 5 meses, mais que uma gestação. Eu normalmente trabalho muito com máquina de costura, mas nessa peça conheci o prazer de fazer um patch à mão. Não dá nem pra explicar, é terapêutico! Rss Veja como tudo começou! DETALHES DA COLCHA PREMIADA Foi um ano e meio costurando 1954 mini pedacinhos cortados na tesoura, marcados e costurados à mão um a um. Uma loucura! Tira de acabamento cortada em viés e muito cuidado nos cantinhos para que fizesse aquela mini pence, tanto no avesso quanto no direito. No forro usei um percal 300 fios que tinha 2,50 m de largura pra não ter emendas e a manta jade 200 da Pegorari que deixa o trabalho estável sem fazer um beiço. E a etiqueta ficou a coisa mais fofa. Apesar de ter sido feito no computador, usei uma fonte que se parecesse com letra cursiva pra dar um toque de feito a mão. Depois, imprimi e prensei na prensa térmica. Usei o processo de sublimação que deixa as cores bem nítidas e fortes. Aproveitei o que sobrou do forro pra fazer uma embalagem bem legal pra ela. Foi tanto trabalho que tô com medo de usar. Kkkkkk
Eu sempre tive mania de joaninha, talvez porque “Joaninha” sempre foi a brincadeira natural com o meu nome, Joana. Desde pequenininha eu ganhava presentes com esse tema, e essa paixão só foi crescendo. Com o tempo, virou quase uma marca registrada, e o auge desse hiperfoco foi o meu Fusca de joaninha. Eu mesma customizei o carro e pensei em cada detalhe: por dentro, ele tinha tapete de grama, anteninhas feitas com bolas de Natal e até cílios postiços ele já usou. Do lado, coloquei o endereço do meu site, como se fosse um carro de empresa, e funcionava! Onde quer que eu passasse, o Fusca chamava a atenção de todo mundo. Em 2006, essa história ganhou um capítulo especial: fui convidada pelo Mais Você para ensinar, ao vivo, como fazer uma bolsa e, claro, mostrar meu Fusca de joaninha para o Brasil inteiro.
Primeira aparição da Joana Pegado. A história é curiosa, entrou em contato para conseguir um estágio na revista e acabou ganhando uma matéria exclusiva de 4 páginas!Categoria: ClippingAno: 1997
Desde cedo Joana já tinha mania de joaninha, em 2003 fez seu emblemático fusca caracterizado de joaninha e rapidamente começou a aparecer em revistas e matérias de televisão como programa mais você e revista O Globo. Categoria: ClippingAno: 2005
Gente, hoje queria falar de um assunto que eu me interesso muuuuito, o AVESSO. Neste trabalho de bordado fiz o avesso todo malucão, uma espécie de “mandinga” , materializando meus desejos no meu bordado! Com as 7 cores do arco íris, fiz uma linha entre mim e o meu maridão, simbolizando que estamos juntos, e mesmo quando ele viaja, temos a nossa conexão. Vou explicar o DIREITO do bordado para vocês entenderem melhor o avesso. Essa sou eu, que vou bordando enquanto o maridão não chega. Fiz um bordado livre e rústico cheio de significado para mim. Me bordei com um vestido florido vermelho, meu preferido, na minha máquina de costura, costurando um tecido azul que se transforma num lindo e caudaloso rio, o Amazonas, e nele há um navio, e dentro do navio meu marido. Viram? kkk Lembra da mitologia grega da Penélope? Ela ficava tecendo de dia e destecendo o tecido à noite, postergando um casamento que ela não queria para esperar seu amado Ulisses voltar da guerra. Super me identifico! Meu marido trabalha embarcado e enquanto ele não chega em casa eu fico costurando, esperando ele voltar. Cada um com seu trabalho, até a gente se reencontrar. Em cima da minha cabeça muitos botões, que representam meus pensamentos, ideias e projetos. Bordei também minha casa, com dois corações que são meus filhos. Um sol bem grandão pra dar luz. Um gatinho no cantinho, porque amo gatos! E em volta de tudo uma costura alinhavando, juntando tudo. 🙂 Agora ficou fácil de matar a charada do arco íris no avesso, né?! Mesmo quando ele está lá, estamos ligados.
Existem uns projetos que demoram pra sair do plano das ideias, e esse foi um deles.
Que bordado bom! Assim como as histórias de tradição oral, os pontos de bordado têm sido transmitidos há décadas basicamente através da oralidade, de bordadeira para bordadeira. Sempre existiram as revistas e livros ensinando esses pontos, mas podemos concordar com unanimidade que entender o bordado com a linguagem escrita é infinitamente mais difícil que na linguagem oral. O forte movimento feminista na década de 60, fez com que essa transmissão da experiência de mãe para filha ficasse temporariamente interrompida. Essas mulheres se libertaram do soutien e também da obrigação de aprender e fazer tarefas que eram consideradas atividades femininas (e o bordar se incluía nessas atividades). Os anos se passaram e hoje as netas dessas mulheres que queimaram seus soutiens em praça pública se voltam cada vez mais ávidas aos encantamentos do bordado. Só que agora, além dos livros e revistas antigos, as bordadeiras modernas têm como aliada a linguagem visual da internet. Milhares de tutoriais no Youtube, grupos do Facebook, perfis no Instagran hoje cumprem as funções das antigas rodas de bordado e dos livros e revistas. E toda essa movimentação no mundo virtual também vem alimentando o retorno das rodas de bordado presenciais. E com isso, o bordado livre só tem a ganhar. O bordado contemporaneo ganhou muita coisa, mas o mais importante é que ganhou exatamente aquilo que as mulheres que romperam com ele buscavam em 1960: O bordado livre ganhou LIBERDADE. Liberdade no fazer, Liberdade no pensar, liberdade no agir, liberdade no estar. Hoje podemos bordar sem a obsessão pela perfeição do avesso, e o desenho pode ser o que quisermos. E pode esquecer aquela historia de bordar as iniciais nas toalhas do enxoval (só se você quiser J) #ufaquebordadobom #resgatebordado #bordadodeverdade