A bolsa de zíper nasceu de um gesto simples e quase distraído. Durante a faculdade, enquanto descascava uma laranja, comecei a tentar tirar toda a casca em um único fio, sem quebrar. Quando coloquei aquela espiral sobre a mesa, percebi que havia ali um desenho interessante. Foi então que pensei: “e se eu ampliasse essa forma e colocasse um zíper em volta, de modo que, ao fechar, ela virasse novamente uma laranja?” Essa foi a primeira peça da série. Depois vieram outras experiências, outras formas, outras possibilidades de transformar desenho em objeto. Até que um dia, olhando para os rolos de zíper que eu comprava a metro, tive outro insight: por que não fazer a bolsa apenas de zíper, sem tecido nenhum? Como se o próprio zíper fosse a casca da laranja se desenrolando e se reconstruindo ao fechar. Foi assim que surgiu a bolsa de zíper. De todos os projetos que já criei, esse talvez seja o mais especial para mim. Foi um enorme sucesso — vendi incontáveis peças, tinha uma margem de lucro excelente e, pela primeira vez, senti que havia criado algo realmente único. Com o tempo, comecei a ver a ideia sendo copiada em muitos lugares. Cheguei a registrar o projeto no INPI, mas entendi que, se até grandes marcas convivem com cópias, eu também conviveria. Hoje, sinceramente, vejo isso quase como um elogio. Quando uma criação sua passa a ser reproduzida por outras pessoas, é porque ela encontrou o mundo de verdade. E poucas coisas são tão gratificantes quanto perceber que uma ideia nascida de uma casca de laranja sobre uma mesa de faculdade ganhou vida própria.
Aparição na revista Veja Rio como uma das 100 pessoas que você vai ouvir falar no século XXI sobre moda. Categoria: ClippingAno: 1999
Fazer um quilting em um tecido completamente liso é sempre um grande desafio. Ali, não existe estampa para ajudar: é só o desenho da costura que vai se sobressair. Se ficar ruim… fica ruim. Mas quando dá certo, ele fica maravilhoso. Para essa peça, me inspirei a criar uma mandala com a intenção de submetê-la ao Festival de Houston, o maior festival de quilting do mundo. Coloquei ainda mais esmero, paciência e entrega em cada linha — porque, num trabalho como esse, cada ponto realmente importa. E toda essa dedicação valeu a pena: ele foi aceito. Uma vitória enorme, um sonho realizado, e um momento que me encheu de orgulho e felicidade. Ele tambem tirou primeiro ligar no fesrival de gramado 2018. ♥️
Matéria cita a Joana Pegado como uma referência para jovens negociantes. Categoria: ClippingAno: 1998
Essa foi a primeira bolsa que eu fiz e que realmente estourou de vendas. E ela surgiu completamente por acaso. Eu estava andando pelo centro da cidade quando vi um camelô vendendo algo que, de longe, achei que fossem bolsas. Achei lindas. Quando cheguei perto, percebi que não eram bolsas coisa nenhuma: eram ímãs de geladeira. O que me chamou atenção foi a embalagem — vários ímãs organizados lado a lado, cada um no seu quadradinho, com plástico transparente na frente e atrás. Na mesma hora pensei: “por que não transformar isso em uma bolsa?” Como eu já estava no Saara, aproveitei para comprar plástico transparente e comecei a experimentar. Passei a criar bolsas recheadas de pequenos objetos do cotidiano: fiz versões com caixinhas de chiclete, tampinhas de Coca-Cola, cartoes telefônicos, vasinhos de plástico e muitos materiais reciclados. Essas bolsas foram uma febre. Sucesso total de vendas♥️
Este trabalho conquistou o segundo lugar no Festival de Gramado 2024 e foi criada utilizando a técnica Passacaglia. Todo costurado à mão, com cada retalho cuidadosamente cortado e selecionado um a um, buscando equilíbrio, harmonia e um resultado visual impactante. A execução foi feita através da técnica English Paper Piecing, um processo precioso do patchwork tradicional .
Matéria mostra porque a Joana, pegando desde jovem, adotou o ciclismo como meio de transporte não só para lazer, mas também para as entregas das mercadorias. Categoria: ClippingAno: 1999
Como boa carioca da gema, quis criar um produto com a verdadeira alma do Rio. E não tinha como deixar de fora o clássico biscoito Globo, símbolo das praias cariocas há gerações. O Kit Praia era uma bolsa em formato de pacote de biscoito Globo, acompanhada de uma nécessaire transparente com outros ícones do Rio: mate Leão, areia da praia e um apito pendurado, fazendo referência ao famoso “apitaço” do Posto 9. Quem viveu essa época, sabe. ♥️ Antes o biscoito globo tinha gostinho de praia, hoje ele tem tambem gostinho de engarrafamento. Kkkkk. Os vendedores sairam das praias e expandiram as vendas nos sinais de trânsito. Eu amo biscoito globo (doce, kkkk)
Revista traz como a Joana Pegado marcou algumas tendências de moda, de bolsas de couro vegetal até a bolsa de zíper. Categoria: ClippingAno: 2001