Gente, hoje queria falar de um assunto que eu me interesso muuuuito, o AVESSO. Neste trabalho de bordado fiz o avesso todo malucão, uma espécie de “mandinga” , materializando meus desejos no meu bordado! Com as 7 cores do arco íris, fiz uma linha entre mim e o meu maridão, simbolizando que estamos juntos, e mesmo quando ele viaja, temos a nossa conexão. Vou explicar o DIREITO do bordado para vocês entenderem melhor o avesso. Essa sou eu, que vou bordando enquanto o maridão não chega. Fiz um bordado livre e rústico cheio de significado para mim. Me bordei com um vestido florido vermelho, meu preferido, na minha máquina de costura, costurando um tecido azul que se transforma num lindo e caudaloso rio, o Amazonas, e nele há um navio, e dentro do navio meu marido. Viram? kkk Lembra da mitologia grega da Penélope? Ela ficava tecendo de dia e destecendo o tecido à noite, postergando um casamento que ela não queria para esperar seu amado Ulisses voltar da guerra. Super me identifico! Meu marido trabalha embarcado e enquanto ele não chega em casa eu fico costurando, esperando ele voltar. Cada um com seu trabalho, até a gente se reencontrar. Em cima da minha cabeça muitos botões, que representam meus pensamentos, ideias e projetos. Bordei também minha casa, com dois corações que são meus filhos. Um sol bem grandão pra dar luz. Um gatinho no cantinho, porque amo gatos! E em volta de tudo uma costura alinhavando, juntando tudo. 🙂 Agora ficou fácil de matar a charada do arco íris no avesso, né?! Mesmo quando ele está lá, estamos ligados.
bor Vou contar um segredo. Quando quero que um desejo aconteça faço um bordado sobre o assunto, para focar minha energia no que quero que aconteça. Nesse bordado fiz um menino, representando meu filho mais velho, concentrado, mirando algo. E é exatamente isso que eu desejo que aconteça. Que no alto de sua adolescência consiga parar e focar. Parar para focar nos estudos mirando nas boas escolhas da vida. Este bordado virou uma almofada pro meu sofá. Bordar pra mim é muito mais que repetir pontos, bordar é meditativo. #EdgeToEdge #BordaABorda #Quilting
Eu ainda fabricava bolsas quando descobri e me apaixonei pelo Quilting. Queria mudar a vida e viver quiltando por aí. Foi um período estranho pois tinha a sensação de estar em cima do muro, não fazia nem uma coisa nem a outra por inteiro.Um dia comentei com uma amiga que gostaria que todo esse processo passasse rápido e que meu trabalho com Quilting florescesse igual a pé de maracujá, bem rapidinho. E para materializar essa ideia e realmente ver o processo acontecer, planteium pé de maracujá de verdade na varanda do meu atelier. E enquanto ele crescia, e cresce, meu trabalho e meus clientes e ideias floresceram também.Enquanto o pé brotava eu fiz um curso de extensão na PUC-Rio, “Do tecer ao texto” com a professora Marcela Carvalho que tem como proposta bordar uma história. Foi quando resolvi juntar as duas coisas, o curso e meu pé de maracujá, e me bordei bordando um pé de maracujá cheio de frutos e flores. Reparem que no desenho fui bem literal: eu sentada bordando um enorme pé de maracujá, cheio de flores e frutos. Descobri que o tempo do bordado é um tempo diferente, muito diferente do nosso tempo de hoje, tempo de internet, e-mail, WhatsApp e Facebook. É um tempo de olhar pra dentro, um tempo de espera, de gestação, bem parecido com o tempo de uma planta crescer. Um tempo que a gente não tem o controle. Um tempo delicioso! 🙂#sóquembordasabe
Esse bordado fiz pra colocar na porta aqui de casa. Tem meus maravilhosos gatos, meu prédio, um coração cheio que representa minha família e as flores e plantas da minha varanda, que eu amo. Meus pontos do bordado não perfeitinhos, longe disso, mas eu gosto é de bordado assim: LIVRE MESMO.
Gente, sempre me perguntei porque é regra que o avesso de um bordado deve ser perfeito? Os meus nao são nadinha perfeitos… Tenho pensado muito nisso… Da onde vem isso? Vocês sabem? Concordam? Esse prefacio da EVA FURNARE é tudo! “Você já viu avesso de bordado? Tem nó, tem linha pendurada, é uma confusão! Não dá nem para acreditar que aquele lado feioso faz parte do lado direito, todo bonito. Pois é, o avesso da gente é parecido com isso. Tem coisas que às vezes a gente não quer mostrar, só quer esconder. A beleza, porém, está em saber que todo o direito da gente tem avesso, ou todo avesso tem seu direito, assim como toda sombra tem sua luz. (FURNARI, 1998, p.32)”